|
A EMEA - agência reguladora de medicamentos da Europa - recomendou a suspensão da venda de remédios para emagrecer que contenham a sibutramina. O órgão baseou a proibição em estudos que indicaram que a substância aumenta os riscos de problemas cardiovasculares.
Nos Estados Unidos, a FDA - agência americana que regula alimentos e medicamentos - defende que a sibutramina aumenta os riscos de infarto e derrame em pessoas que sofrem de problemas cardíacos. O órgão solicitou ao laboratório fabricante que intensifique o alerta sobre os riscos do uso por pacientes cardíacos.
A sibutramina vem sendo utilizada como alternativa às anfetaminas no tratamento da obesidade, tendo como diferencial a sua ação sacietógena e não anorexígena. Isso equivale a dizer que a sibutramina não 'tira a fome' das pessoas que se utilizam dela, o que é muito importante quando queremos investir na reeducação alimentar, ao invés de aderir às dietas restritivas. Com a sibutramina, as pessoas sentem fome normalmente nos horários das refeições, mas a ingestão de uma quantidade menor de alimentos já lhes proporciona saciedade.
Diferente das anfetaminas, a sibutramina tem efeitos estimulantes bem menores, tanto sobre o sistema nervoso central, quanto sobre o aparelho cardiovascular, além de não causar dependência. No Brasil, a Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ainda não se posicionou sobre o assunto.
Fonte: Boa Saúde
|